Amamentação – a alimentação à base de amor

Às minhas filhas… agradeço com toda a alma o terem-me possibilitado experimentar o maior dos amores, num contacto corporal tão próximo e intenso que me permite ser feliz ao ver-vos ser alimentadas pelo meu próprio corpo! As vidas aceleradas e preenchidas com que hoje todos convivemos fazem com que muitas mulheres decidam ou aceitem a situação de não amamentarem os seus filhos.

Um facto que em nada pode ser criticado porque, como em tudo na vida mas sobretudo naquilo que fazemos para os nossos filhos, tudo tem de ser feito com vontade, amor e disponibilidade. Uma mulher que não deseja amamentar não deve ser forçada a fazê-lo, sendo preferível que alimente o seu filho com todo o amor através das técnicas alternativas. De qualquer modo, e para quem pode e deseja fazê-lo, a amamentação é realmente a melhor solução de alimentação dos bebés, apresentando todos os nutrientes de que eles necessitam.
 
Mal tive a confirmação da minha primeira gravidez, decidi que iria procurar entender ao máximo tudo o que se relacionava com gestação, partos e puericultura. E a meio da minha primeira grande caminhada (porque vivi duas gravidezes) fiz da amamentação o meu ‘cavalo de batalha’: eu queria amamentar a minha filha, e pelo máximo tempo que me fosse possível. A Mafalda foi efectivamente amamentada em exclusividade durante quatro meses e, terminada a licença de parto, consegui ainda conciliar a sua alimentação sólida com o meu leite durante mais dois meses.

Recordo perfeitamente a última vez que lhe dei de mamar, no quarto que se encontrava de luzes apagadas e com ela pronta a adormecer. Senti que estava a deitar para trás a relação mais forte que alguma vez tinha conseguido manter na minha vida – a relação onde mais amor havia alguma vez partilhado. A despedida do aleitamento materno foi marcada por lágrimas já saudosas que me escorriam pela face.

Quando engravidei da Matilde, ainda a Mafalda era uma bebé de sete meses, sabia já que queria repetir a fantástica experiência da amamentação. Mal a menina nasceu pedi para a pôr a mamar e confesso que o segundo em que os seus lábios tocaram o meu peito foram inesquecíveis. A partir daquele momento, os nossos corpos tocavam-se numa sinfonia perfeita a cada hora de mamar.

Terminada a licença de parto, e reconhecendo o pediatra da minha filha que a amamentação lhe estava a fornecer um excelente desenvolvimento, recebi o mais fantástico desafio de toda a minha vida: continuar a amamentá-la em exclusividade até aos seus seis meses (o que a minha actividade profissional me permite fazer)! Amamentar a minha filha por mais dois meses está a ser a mais profunda e sincera experiência da minha vida! Saber que estou a contribuir para o seu desenvolvimento, mas que também estou a ter a possibilidade de usufruir de tal forma deste contacto físico em que tanto amor flui é uma verdadeira dádiva.

A todas as futuras mães, aconselho que experimentem a sensação! Àquelas que não querem ou não o podem fazer, sugiro que não se recriminem e que apenas sintam que o importante é que se entreguem de coração aos vossos filhos (a amamentação é um complemento).

Às minhas filhas… agradeço com toda a alma o terem-me possibilitado experimentar o maior dos amores, num contacto corporal tão próximo e intenso que me permite ser feliz ao ver-vos ser alimentadas pelo meu próprio corpo!

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