Sim ou não? Eis a questão das mães na educação dos filhos

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Sim ou não? Eis a questão das mães na educação dos filhos
Sim ou não? Eis a questão das mães na educação dos filhos

As mães muitas das vezes fazem cedências aos seus filhos, que nunca julgaram serem capazes de fazer. Outras vezes, são extremamente intransigentes na educação dos filhos.

Educação dos filhos

A criança, não compreende o motivo e não percebe porque é que os adultos, podem livremente fazer determinadas coisas e, eles não. As crianças opinam, defendem os seus direitos mas, a decisão final é somente dos pais. É a educação que está na base, desta luta pelos direitos, tantas vezes negados…

A forma como se repreende uma criança, deve ser educada e firme, mas não autoritária. Os pais devem ponderar devidamente, sobre aquilo que é o fundamental ensinar-lhes e incutir-lhes, desde muito cedo.

Tudo aquilo que diga respeito à sua segurança e ao seu bem estar físico e psíquico, não deve ser reflectido mas, automáticamente negado. Primeiro deve vir a integridade da criança, acima de tudo e qualquer outro desejo. O segredo é saber estabelecer um limite para tudo, definindo regras e elucidando-os, através de situações concretas.

Aquilo que dificulta a educação, é não sabermos até onde podem ser levados os pedidos dos filhos. Porém, existem coisas nas quais devemos insistir: lavar os dentes, as mãos, depois de ir à casa de banho.

À medida que a criança cresce, os assuntos que permitem a sua negociação e que podem ser ponderados, vão aumentando. Está nas mãos dos pais permitir que os filhos cheguem a casa cedo, ou que vão visitar um amigo que mora demasiadamente longe.

Deve ser decidido pelos pais, a que horas podem ver televisão ou quando se devem ir deitar. Mas, exigir que vistam uma camisola vermelha, em vez da azul, só porque prefere esta côr, isso já é algo de abusivo.

Nas questões de gostos ou do seu mundo restrito, nem sempre os pais podem tomar decisões: ou porque as circunstâncias não o permitem, ou então porque prevalece o gosto pessoal dos mais jovens.

A firmeza deve estar sempre presente nas suas decisões. Se as crianças sentirem que está indecisa, aproveitar-se-ão dessa sua dúvida evidente. Jamais deve ser permitido que agridam ou insultem alguém.

É necessário aprenderem a respeitar os seus semelhantes e os mais velhos. Compreender que os pais dediquem muito tempo ao irmão mais novo, é fulcral. Compete aos pais explicar que pelo facto de ser mais novo, necessita de mais cuidados e atenção.

Há questões na educação que são relativamente discutíveis, e às quais cada família pode dar mais ênfase a determinados aspectos, do que a outros.

O importante é que as noções básicas sejam devidamente apreendidas e interiorizadas. O próprio ambiente familiar, motiva e condiciona determinadas formas de agir. Aquilo que os mais novos vêm os pais fazer, querem fazer também.

A mensagem que faz passar ao seu filho, deve ser cuidada para não originar falsas interpretações. De igual modo, o tom deve ser seguro mas não em forma de ditadura ou censura. Se as coisas forem explicadas negativamente, o seu sucesso junto dos filhos poderá ser relativo.

Filhos dos 1 aos 3 anos

Do 1 aos 3 anos, deve manter-se firme em tudo o que diz respeito à segurança dos seus filhos, sendo desnecessário uma autoridade excessiva, no que compete ao sono, ao apetite ou às necessidades físicas.

Filhos dos 4 aos 6 anos

Desde esta altura até aos 6 anos, devem ser explicados valores da solidariedade social, da higiene, das horas do deitar e as rotinas diárias. Jamais lhe imponha os seus gostos pessoais, não é nada positivo esta exigência.

Filhos dos 7 aos 10 anos

Os hábitos de estudo começam a ser muito importantes dos 7 aos 10 anos, tal como o tempo excessivo que passam a ver televisão. Tenha cuidado e nunca interfira na escolha dos seus amigos. Isso será visto como uma agressão pessoal.

Filhos dos 11 aos 14 anos

Finalmente, dos 11 aos 14 anos, exponha as suas opiniões éticas ou sobre outro tema, e aprenda a dialogar com eles e a respeitar o seu ponto de vista. Você não é o seu filho e, ele não é você. Os gostos podem perfeitamente variar. Mantenha isto sempre bem presente, em toda e qualquer altura.

Aprenda a respeitá-los como seres humanos e não como meros discípulos, que molda à sua maneira. Respeite-os, mas estipule limites para que, mais tarde, não volte a pensar na dolorosa e pesada dúvida: “Sim ou Não ?”

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