‘Finalmente em pé de igualdade’

Todos os meses durante um fim de semana decorrem no n.º 35 da Rua José Cerveira Lebre na Mealhada, os encontros de jovens sobredotados do programa "Educar para o futuro" da responsabilidade do C.P.C.I.L.

Num fim de semana de cada mês, em Janeiro foi nos dias 20 e 21 de Janeiro, em Fevereiro em 17 e 18 e em Março será a 10 e 11,
têm decorrido no n.º 35 da Rua José Cerveira Lebre na Mealhada, os encontros de jovens sobredotados (jovens com capacidades acima da média) do programa "Educar para o futuro" da responsabilidade do C.P.C.I.L. (Centro Português para a Criatividade, Inovação e Liderança), mais propriamente da Dra. Manuela Freitas.

 

Este programa pretende ajudar-nos a enfrentar diversas situações relacionadas com a nossa integração social e a desenvolver as nossas capacidades.

 

A escola, para nós é geralmente um autêntico pesadelo, visto que as aulas são passadas a andar a 20 quilómetros por hora, quando podemos a andar a 100 quilómetros ou mais. Meia hora da aula passamos a olhar para as malditas quatro paredes, que tanto detestamos… É uma injustiça andar ao ritmo dos que não trabalham porque não querem… uma vez que aqueles que apresentam dificuldades na aprendizagem é – lhes permitido um ritmo diferente compreendido por todos.

 

Uma das questões desenvolvidas, foi o facto de não podermos optar pelo sistema de "Unidades Capitalizáveis", que estão acessíveis aos alunos da noite, ou seja esses alunos têm o ensino aos pés deles, avançam ao seu ritmo, quer seja lento ou rápido. Assim é que nós gostaríamos, pois a nossa sociedade torna os "preguiçosos" em heróis, e os que têm capacidades para serem heróis torna-os infelizes. A nossa sociedade que se devia orgulhar de nos ter, discrimina-nos, somos motivos de vergonha… "Sobredotado? Não, não conheço, o que é isso?" Nós somos motivos de TABU…

 

O balanço que fazemos destas actividades é excelente, pois ajudou-nos a compreender melhor quem somos, como deveremos agir e a descobrir que não estamos sózinhos nesta sociedade.

 

Nós, somos frequentemente mal interpretados e discriminados pela sociedade, tomados por "geniozinhos" (no mau sentido, é claro!), no entanto temos tantos braços e pernas como os não sobredotados. As actividades continuarão a decorrer uma vez por mês.

Solicitamos, se conhecer pessoas como nós, apele para elas se dirigirem ao C.P.C.I.L, sendo este um centro de apoio para elas! Não perca tempo!

 

Ana Paixão (12 anos)
Rebeca Sá Couto (11 anos)
Sílvia Vermelho (11 anos)

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