Parto: cada caso é um caso

Olá mamãs,desde há muito que aguardo a oportunidade para descrever, principalmente às mães que aguardam o seu primeiro filho, a minha experiência aquando da minha gravidez e parto.

A gravidez decorreu lindamente, alimentei-me corretamente e segui todas as instruções da minha obstetra, para que o meu “príncipe ” nascesse saudável e sem problemas. Sempre fui consumidora ávida de toda a literatura sobre gravidez e parto e fui tomando consciência de que todas as experiências são diferentes e daí nunca ter criado expectativas relativamente ao que me iria suceder.

No entanto colocava-me uma questão: frequentarei aulas de preparação para o parto ou não?Ouvi todo o tipo de opiniões e cheguei à seguinte conclusão: muitas mães com quem falei e que frequentaram estas aulas, chegaram à sala de partos e descontrolaram-se completamente, tiveram que fazer cesariana, etc ( outras mamãs houve a quem as mesmas ajudaram bastante…) Optei por fazer a minha preparação em casa, optei também por não levar epidural ( o que foi desaconselhado pela minha obstetra).No dia 6/12/01 comecei a sentir as primeiras contrações, dirigi-me à MAC, avisaram-me que iria demorar cerca de 11 horas até que o bébé nascesse e que dado o grande afluxo de futuras parturientes nesse dia, estaria mais confortável em minha casa( eram 11 H).

Durante o tempo que estive em casa fiz os meus exercícios de respiração e não senti dores algumas. Dado que já me apetecia fazer força para o bebé nascer, resolvi regressar à MAC. Dei entrada às 17h30, fiquei sentada na sala de urgências durante 1 hora, ninguém se apercebeu de que eu estava prestes a ter um bebé, chamei uma enfermeira e disse-lhe que já não conseguia controlar o impulso que sentia para fazer força, fui levada para observação mas não cheguei lá pois as águas rebentaram e fui levada para a sala de partos às 18h45.

Às 18h55 nascia o meu filho sem dor nenhuma e… sem epidural – nesta altura já estava mentalizada para a levar pois segundo a minha obstetra ” não há necessidade de sofrermos quando se inventou algo que minora a dor e nos permite concentrar no nascimento de um filho que é a coisa mais fantástica do mundo” mas… o Diogo alterou os planos da mamã…

Isto para vos demonstrar a vós mamãs que cada caso é um caso, nem todos os partos correm mal e cada mãe tem uma experiência diferente, é absolutamente necessário concentração e muita calma para podermos apreciar um momento que nos transformará para sempre e nos tornará pessoas melhores e mais tolerantes.

Sem dúvida alguma…as crianças são o melhor do mundo…e são elas que nos vão ensinar que a vida vale sempre a pena e que se deve viver da melhor forma que pudermos!

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