A história da Borboleta Violeta

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História da borboleta violeta

Era uma vez… a história da Borboleta violeta

Vivia numa floresta muito grande, uma borboleta violeta muito, muito bonita. O seu corpo era todo violeta e nas suas asinhas podiam ver-se alguns pontinhos negros. Esta borboleta era muito especial e sabia muito bem disso.

Sempre que abria as suas asas ao vento e voava, voava, as outras borboletas paravam para admirá-la. Sentia-se muito vaidosa, por ser tão admirada pela sua beleza. Porém como ninguém é perfeito, a borboleta violeta era muito muito apressada.

Estava sempre voando de um lado para outro, mesmo que não tivesse nada para fazer. Os seus amigos diziam-lhe para ela ter mais cuidado, porém ela era mesmo uma borboleta apressada. Certo dia resolveu voar para muito longe.

Ah, dizia: – Estou cansada de ficar só nesta floresta.

Assim pensou e partiu em direção à cidade. Chegando lá, viu uma enorme casa toda iluminada. Não conhecia nada, pois nunca havia visto uma casa. Imediatamente foi atraída pelas luzes das vidraças.Lá foi ela em direção à janela que não estava aberta, era uma grande vidraça.

Pum!!… E ficou “esborrachado” no vidro da janela!

As suas asinhas ficaram coladas e ela não conseguia libertar-se! Meu Deus que vou fazer, pensava a borboleta violeta. Foi quando resolveu respirar mais devagar e pensar calmamente para ver o que iria fazer. Não fiques assustada, pensava.

Olhando para dentro da casa viu um grupo de crianças sentadas no chão, num imenso tapete redondo. Ora, que estariam a fazer ali?

Brincando, naturalmente… De repente um dos meninos levantou-se e saiu a correr da sala. Não corras!! Disse uma senhora que estava também sentada na sala. Num segundo, o menino estava esticado no chão tal como a borboleta na vidraça…

Que pressa, para quê tanta pressa? Dizia a senhora ajudando o menino a levantar-se. Tens de aprender a fazer as coisas mais devagar, não há necessidade de ir a correr, para ser o primeiro a chegar…

Tudo isso é pressa a mais!. Às vezes sei que precisamos de nos apressar, mas não é preciso que seja sempre assim. Limpou a ferida do joelho do menino que voltou a sentar-se com os amiguinhos, bem mais calmo agora.

E eu?? Pensava a borboleta, que faço? Quem me ajuda? Foi quando finalmente, pensou em ficar quietinha e aí então, as asinhas começaram a soltar-se do vidro. Mesmo assim esperou mais um bocadinho, até que percebeu que podia soltar o corpo todo.

Recomposta, voo rapidamente em direção à floresta e acho que aprenderam a lição, tanto ela como o menino. É já dizia a minha avó, quem tem pressa, perde a testa!

Gostaram da história?  Não precisam de responder já, não tenham pressa!

Aqui vai uma sugestão para a história de amanhã – A história do João Pateta

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