Aeiou na escola

Dizem os nossos pais e avós que a escola já não é o que era no seu tempo, que agora se aprende muito menos, e que o que se ensina pouco ou nada serve para o dia a dia das crianças.

Verdade ou não, o que é facto é que muitos dos pais que se preocupam com a educação dos seus filhos deparam-se com programas que nem mesmo eles percebem, deixando-os de certa forma inseguros em relação ao assunto.

Com as alterações dos tempos, que passam pelo facto de as mães já não estarem presentes em casa todo o dia, as modificações dos conteúdos e de programas escolares, todo o panorama da educação se alterou. E a escola teve, na maioria dos casos, de passar a acumular as funções de instrução e de educação.

Preparar os mais pequenos para o futuro levou também a que as formas de ensino fossem alteradas, e da repetição contínua de saberes se originasse o ensino de formas divertidas e mais pedagógicas.

Do aprender o bê-a-ba com que fomos ensinados às novas técnicas de aprendizagem, muito mudou no nosso país, sendo que em Portugal os métodos mais utilizados para o ensino da leitura são o analítico, o natural e o sintético. Este último é o mais em voga no nosso país e consiste em ensinar à criança as letras, com os respectivos sinais gráficos e sons, passar depois a juntá-las em sílabas e por fim agrupar as sílabas em palavras.

Muitos pais queixam-se ainda de que os filhos não parecem apreciar a leitura, seja qual for o método utilizado de ensino. E com uma pequena alteração, aqui poderia ser aplicado o velho dito: “Ninguém nasce leitor”. O prazer da leitura tem de ser descoberto e para tal é essencial que seja a família a colaborar para fazer a criança descobrir o prazer do mundo da leitura.

E depois da leitura vem o que muitos ainda hoje consideram como a parte mais difícil da aprendizagem: a matemática. Somar, subtrair, multiplicar e dividir já não chegam para ensinar os meandros das operações com algarismos que se colocam aos mais novos e até aos adultos. Hoje em dia aplicam-se máquinas de calcular, cálculo mental, estimativas e estratégias de cálculo, tudo somado à nova abordagem dos problemas e exercícios.

Acima de tudo a nova escola pretende que os alunos aprendam construindo o seu saber, ao mesmo tempo que despertam a criança para os processos pelos quais o saber é construído, através da investigação só ou em grupo, e outras propostas de trabalho.

O que realmente importa é que a criança aprenda descobrindo por ela própria e não repetindo interminavelmente o que os outros lhe dizem.

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