O medo do papão – quando os brinquedos são assustadores

À noite, os brinquedos espalhados no quarto das crianças, transformam-se em formas assustadoras que perturbam o sono e a calma. Desvende o medo do papão.

Quando acordado, o único receio do recém-nascido é o afastamento da mãe por mais do que alguns minutos. Este é o único medo que ele conhece, não sabe ainda o que o mundo lhe pode reservar.

A presença da mãe é a protecção contra o mundo exterior, é a sua presença que o ajuda a ficar saciado, seco e quentinho. Dela depende inteiramente.

Mais crescidas, as crianças tendem a procurar de volta esse mesmo conforto, que a idade lhes vai retirando, e por vezes, consciente ou inconscientemente, podem criar medos como forma de chamar a atenção.

Mas o que a televisão passa, as histórias que se ouvem aos amigos e aos pais, até um livro com imagens mais fortes, pode marcar para sempre os medos das crianças e leva-las, e aos pais, a passar algumas noites difíceis.

O medo do papão

Algumas formas de evitar ou combater estes medos é colocar uma luz de vigilância no quarto da criança.

Outra ideia é deixá-la levar para a cama um brinquedo, com aspecto mais aguerrido, o “Action Man” ou mesmo o tão em moda “Picachu”, sempre pronto a atacar o inimigo e a defender a criança. Evitar que ela veja demasiada violência na televisão é outra forma de evitar os medos, embora seja mais difícil.

Comprar-lhe um beliche, também pode ser uma solução, se ele acreditar que se trata de uma fortaleza e que nada ali o pode atacar.

Nada melhor do que ter uma conversa e descobrir o que realmente a assusta. Acima de tudo, ouça com atenção o que ela tem para lhe dizer. Se tem medo de uma cobra debaixo da cama ou se acha que está um monstro escondido no armário, não basta dizer-lhe que é imaginação dela. É preciso descobrir o que realmente acontece.

Acima de tudo, não se deve dramatizar ou desdramatizar em demasia o que está a acontecer. Explique-lhe, talvez com uma história, que os medos não são reais, são construções da nossa cabeça, ou como diz a sabedoria popular “o medo é do tamanho que o fazemos”. E desta forma, todos somos capazes de tomar conta deles.

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