Onicofagia: o seu filho tem o hábito de roer as unhas?

10131
O seu filho tem o hábito de roer as unhas
O seu filho tem o hábito de roer as unhas

O ato de roer as unhas tem o nome cientifico de onicofagia e é um fenómeno bastante comum entre as crianças em idade escolar. Segundo os autores, são os jovens com idades compreendidas entre os 11 e os 13 anos, que mais assumem este comportamento.

O hábito de roer as unhas

Características da onicofagia

Os roedores de unhas são em geral, vivos, hiperativos e por vezes autoritários. Têm alguma dificuldade em expressar os seus sentimentos e, por isso mesmo, vivem permanentemente num estado de grande ansiedade.

Digamos que o fato de roerem as unhas, não constitui a causa mas sim a consequência de outros fatores. Os pais que procuram ajuda para os seus filhos não chegam à consulta porque o filho rói as unhas, mas sim porque é um menino desobediente, irrequieto, distraído.

Feito o exame psicológico, em geral o psicólogo conclui que está perante uma criança perfeitamente normal, exceptuando a instabilidade psicomotora que apresenta.

Os motivos

Uma família onde existem conflitos, um pai / mãe ausente ou incapaz de desempenhar o seu papel, podem conduzir a situações deste tipo. Ao mesmo tempo, muitas crianças roem as unhas devido a sentirem ciúmes de um irmão mais novo ou até porque não se sentem perfeitamente integradas no meio escolar.

Onicofagia por hábito

Por vezes quando um elemento da família ou mesmo um colega de escola rói as unhas, algumas crianças tendem a imitá-los (deste modo surge-nos a chamada onicofagia por hábito que é distinta do que temos vindo a abordar).

O que fazer?

Como em todos os outros problemas de comportamento, é importante que se descubram os motivos e não só que se exterminem os sintomas. Assim, se o seu filho rói as unhas é porque algo lhe está a provocar uma instabilidade que ele não consegue manifestar de outra maneira.

Recorra a um psicólogo clínico e peça-lhe uma avaliação psicológica do seu filho. Só depois se poderão chegar a conclusões e, com base nestas, delinearem-se estratégias para resolução do problema.

Teresa Paula Marques (Psicóloga e Psicoterapeuta)

A sua opinião
[Total: 1 Média: 5]

Escreva um comentário

Please enter your comment!
Please enter your name here