Preparação para o parto: as grávidas são todas iguais

É óbvio que cada mulher é um caso e que cada gravidez é uma situação particular, mas percebo e concordo com a afirmação da fisioterapeuta que leciona este curso: isto porque, no fundo, e apesar de todas as diferenças, sentimos todas os mesmos receios.

’As grávidas são todas iguais’. Foi com esta afirmação que começaram as minhas aulas de preparação para o parto – as segundas que frequento no prazo de dois anos, já que esta gravidez aparece sete meses depois do nascimento da minha primeira filha.

É óbvio que cada mulher é um caso e que cada gravidez é uma situação particular, mas percebo e concordo com a afirmação da fisioterapeuta que lecciona este curso: isto porque, no fundo, e apesar de todas as diferenças, sentimos todas os mesmos receios, as mesmas dúvidas, as mesmas queixas…

É curioso como a gravidez nos dá tantas vezes a sensação de nos sentirmos incompreendidas e sozinhas (apesar da constante certeza de estarmos acompanhadas pelo nosso bebé!), bastando no entanto que se juntem duas grávidas para que se perceba que, afinal, sentimos todas basicamente o mesmo!… “As minhas pernas andam tão inchadas” – queixam-se umas; “não consigo dormir de noite” – afirmam outras; ou “a minha mulher anda muito sensível e queixosa”, confidenciam entre dentes alguns maridos. De facto, é curioso como todas nos revemos neste tipo de afirmações e acabamos por compreender que, bem analisados os factos, todas somos iguais.

Quando engravidei da minha primeira filha preocupei-me em absorver (literalmente) toda a informação que o mercado disponibilizava sobre os temas ‘gravidez’ e ‘puericultura’. Li livros, revistas, sites, frequentei aulas de preparação para o parto e cursos de massagens de bebés, e acabei as 39 semanas de gestação com a sensação de que a gravidez poucas surpresas mais me poderia trazer: sentia-me preparada para qualquer outro bebé que se ‘instalasse’ no meu ventre durante mais nove meses!

Entretanto engravidei de novo (para minha grande felicidade!) e descobri que, de facto, já me encontrava psicologicamente preparada para muitas das ‘rotinas’ da gravidez: já sabia lidar com os partopartopartoenjoos, com as pernas pesadas, com as noites mais incomodas. Mas a minha maior surpresa foi compreender que, de facto, não existem duas gravidez iguais e que cada uma nos oferece sensações totalmente novas e diferentes. Além de que a emoção é sempre a mesma!

Quando engravidei da minha primeira filha, e sobretudo quando a tive, passei a encarar as grávidas e as mães com um carinho especial. Como se pertencêssemos todas ao mesmo ‘clube’ e partilhássemos, mesmo que não nos conhecêssemos, um segredo inexpressável através de palavras: a felicidade de conhecer o privilégio e o milagre da maternidade!

E por isso mesmo, a todos nós que já fomos ou vamos ser mães, um grande bem haja! Parabéns pela possibilidade que a vida nos oferece de sentirmos um dia o amor maior: o amor de mãe!

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