O Prazer do Paladar

Desde muito cedo, a boca é a primeira fonte de prazer do seu filho. Aliás, o prazer do paladar começa logo desde muito cedo, na fase em que o bebé se amamenta através do mamilo da sua mãe.

Daí para a frente, o paladar fica cada vez mais apurado até atingir o expoente máximo da vertente gustativa.

A boca é uma das partes que compõem o rosto de qualquer pessoa. Quanto a isto, não restam margem para dúvidas. Mas o que se calhar não sabe, é que a zona bocal é a última parte a adquirir todas as formas e recortes finais, embora seja a primeira a sentir as emoções iniciais da vivência. Os prazeres do bebé, têm início logo na boca quando ainda se alimenta através do mamilo da mãe.

Ainda que a boca sirva para prever personalidades e estados de espíritos, através de um mero sorriso ou de uma cerração total da mesma, esta tem funções bem mais específicas e importantes do que soltar uma premonição relativa à personalidade da pessoa em questão. A boca tem como principal função, ingerir alimentos. Independentemente dos alimentos que se digiram, magros ou gordos, o papel da boca e o prazer que a mesma nos proporciona nunca se altera, em altura nenhuma da nossa vida.

Devorar alimentos ou ingeri-los calmamente é uma opção de cada um, mas o prazer proporcionado pelo acto de mastigar e de engolir, pode originar diferenças de níveis de prazer consoante aquilo que se come. Ainda que se ingiram alimentos menos adequados para o fortalecimento da nossa saúde, ou no mínimo para o equilíbrio da mesma, o que é certo é que o paladar é o factor essencial que determina se nos dá prazer ou não digerir um determinado alimento.

A língua é a base de todo o paladar. Nas partes paralelas sentem-se as coisas amargas, na ponta os doces, no fundo os amargos e os salgados em toda a superfície da língua. Ao colocarmos um alimento na língua a nossa opção de o ingerir ou não, passa pela cumplicidade e equilíbrio destas quatro vertentes dispostas por toda a língua.

Não só através da junção destas quatro combinações nos decidimos ou não, a comer os alimentos que se apresentam perante nós. Os olhos são a primeira coisa a comer, como se costuma dizer popularmente, mas o cheiro, a textura, o estalar das iguarias e a própria temperatura condicionam a nossa vontade de comer ou não, uma certa refeição ou alimento.

Quando o bebé rejeita alguma coisa para comer, é porque a junção de um conjunto de características não despertaram nele o prazer necessário para comer aquilo que está sob o seu olhar. Óbviamente, que a criança ainda não sabe se aquela ou a outra comida tem um aspecto negativo ou positivo, mas o seu cheiro e paladar determinarão rapidamente se lhe interessa ou não ingerir uma determinada refeição.

Quando o seu filho se mostrar pouco receptivo a uma qualquer refeição não force, pois as componentes que se ajustam em toda a zona da língua já fizeram a sua escolha assim que tocou no respectivo alimento. Saiba que ao forçar não vai adiantar nada, pois o paladar já proferiu a sua sentença..

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