Gravidez depois dos 40, as vantagens e os riscos de ser mãe

Mito ou não sobre a gravidez depois dos 40, a verdade é que as mulheres depois dos 40 têm mais receio e acompanham a gravidez com muito mais empenho.

Toda a vida ouvimos dizer que os filhos devem ter-se apenas até antes dos 40 anos, porque depois os riscos são maiores, para além de quando os filhos chegarem à adolescência os pais terem a idade de avós.

Gravidez depois dos 40 anos

Mesmo assim, muitas mulheres, por razões várias, optam por seguir em frente com uma gravidez depois dos 40 anos, considerada pelos especialistas como uma gravidez de risco.

E os factores de risco colocam-se acima de tudo nos problemas de saúde da mãe que se agravam com a idade, como a tendência para a hipertensão, a diabetes e as varizes, problemas que complicam a gravidez e podem afetar o feto, quer seja através de malformações, quer provocando partos prematuros.

O parto

O parto também é mais difícil e prolongado, embora hoje em dia se aplique a epidural para facilitar todo o processo. Outra alternativa é recorrer à cesariana.

Por outro lado, também os óvulos envelhecem, uma vez que estes têm exatamente a mesma idade da mulher porque nascem com ela. Óvulos envelhecidos aumentam o risco de que a divisão dos cromossomas se faça de forma deficiente.

O problema mais frequente é o Síndroma de Down ou Trissomia 21 (mongolismo), que ocorre aquando de uma deficiente divisão dos cromossomas quando o património genético da mãe e do pai se conjugam e em vez de 46 pares de cromossomas o feto passa a ter 47, sendo o par 21 o responsável por esta situação.

Aos 20 anos a taxa de nascimentos de bebés com problemas é de 1 para 1500, aumentando esse risco de um para 380 e aos 40 de um para cem.

Gravidez bem vigiada

O acompanhamento por parte do obstetra é indispensável e existem alguns testes extra a que se poderá submeter como a amniocentese.

Este teste revela indicações acerca do material genético do bebé mas não permite ver os genes cujas eventuais anomalias são invisíveis.

O teste pode ser perigoso para o feto apresentando uma taxa de risco de aborto de um por cento. Apenas deve ser realizado em casos extremos para detectar problemas de carácter genético. Uma agulha é introduzida no útero e com a ajuda da ecografia é retirado líquido amniótico. A parturiente tem de ficar em repouso absoluto durante 48 horas e os resultados apenas são divulgados entre três a quatro semanas depois.

Em casos da gravidez ser tardia, estas crianças acabam por conseguir um maior amor (se tal é possível) por parte dos pais e dos irmãos, acabando por ter vários pais e mães adoptivos e toda a atenção que poderiam desejar.

Para as mães que decidiram ter a sua gravidez depois dos 40, o único conselho que pode ficar é o que desfrutem em pleno esta experiência única por todos os sentimentos que desperta.

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