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Alimentação
Falta de apetite nas crianças
Ele não quer comer, chora à mesa e parece que não cresce. Será anorexia?

Muitos pais preocupam-se quando os filhos não estão a comer naquilo que eles consideram ser em condições, mas nem sempre aprofundam o porquê dessa situação. As preocupações vão para o facto da pouca quantidade de comida ingerida, para os seus gostos e para o relativo pouco desenvolvimento da criança.
 

Mas a redução do apetite é algo comum aos mais novos. Entre o 1º e o 3º ano de idade, a criança vai tornando-se progressivamente mais selectiva e independente sobre aquilo que deseja comer e é normal que o peso e o apetite diminuam.


E começa a preocupação dos pais que por vezes chega a tornar a mesa das refeições num autêntico campo de batalhas, com gritos, promessas e choros, o que serve apenas para enervar ambos os lados, sem que se consigam alcançar resultados concretos.
 

Há determinados períodos durante a vida da criança em que o apetite tem tendência para diminuir, seja na altura do nascimento dos dentes, devido a problemas emocionais com o nascimento de mais um irmão ou morte de alguém querido ou de um animal de estimação, a adaptação ao infantário ou mesmo períodos de desaceleração do crescimento.


Se a criança se recusa a comer, a única opção é retirar-lhe o prato da mesa, calmamente e deixá-la sossegada, inquirindo, depois da refeição os motivos para a falta de apetite. Levar a situação para limites do catastrófico não ajuda ninguém e só vai dar à criança mais uma arma para ela jogar quando desejar algo dos pais. A recusa em alimentar-se é a melhor maneira de chamar a atenção destes.


Muitas das vezes os problemas de anorexia dos mais novos são o resultado das atitudes erradas dos pais no que respeita à alimentação dos filhos. A sua atitude é decisiva para educar os filhos à mesa. Existem algumas regras de ouro que deve seguir para não levar o seu filho a encarar a comida como algo repugnante.
 

Primeiro que tudo, nunca insista para que ele coma. Se não quer mais é porque não tem vontade. Mais tarde será ela a pedir-lhe algo.


  • Nunca deixe petiscos que possam estragar o apetite à mão dos mais pequenos, porque eles não vão resistir.

  • Dizer sempre sim é errado, porque ele não vai ter limites e vai sempre abusar das guloseimas fora das refeições. O ideal são seis refeições diárias: pequeno-almoço, um lanche, o almoço, o lanche da tarde e o jantar.
  • Ameaçar com castigos e obrigar a criança a comer apenas vai aumentar a sua repulsa em relação à comida.
  • Brincar à mesa fazendo aviõezinhos e carrinhos apenas serve para os bebés. Os mais velhinhos devem aprender que a hora das refeições é algo sério e acima de tudo onde devem respeitar algumas regras de boa educação.
  • Não ceda se ele disser que não gosta de algo sem provar, nem substitua a refeição quando ele não gosta. É essencial comer um pouco de tudo.
  • E por isso tenha atenção à variedade, de forma a oferecer todos os nutrientes que a criança precisa.
  • Dê o exemplo: vai comer um hamburguer e quer que ele coma cenouras cozidas?

A comida é algo muito importante para as crianças e por isso é preciso uma atenção especial quer na sua confecção, para evitar problemas gástricos, quer na sua apresentação. Esta deve ser divertida e o mais variados possível. Os alimentos devem estar cortados em bocadinhos para que os possam agarrar facilmente com a colher ou com a mão.

As crianças entre os 3 e os 4 anos gostam de identificar e brincar com a comida, por isso coloque de lado os caldos e molhos e opte por alimentos crocantes, como tiras de cenoura ou de outros legumes, torradas e biscoitos. Os alimentos cremosos são também uma boa opção como purés de batata ralos e pudins.


Uma alimentação saudável na infância irá ajudar o seu filho a uma vida mais saudável, onde não terá problemas de peso nem de dentição, e nada melhor que seguir a mesma dieta que ele. Mal não lhe fará e os bons exemplos vêm de cima.

 

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